Portuguese poem
A Fernando Pessoa
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Depois de doze minutos Do seu drama O Marinheiro, Em que os mais ágeis e astutos Se sentem com sono e brutos, E de sentido nem cheiro, Diz rima das veladoras Com langorosa magia De eterno e belo há apenas o sonho. Por que estamos nós falando ainda?
Ora isso mesmo é que eu ia Perguntar a essas senhoras...