Versos Portuguese Fernando Pessoa A morte chega cedo

Portuguese poem

A morte chega cedo

by (1888–1935)

Listen in the reader

A morte chega cedo, Pois breve é toda vida O instante é o arremedo De uma coisa perdida.

O amor foi começado, O ideal não acabou, E quem tenha alcançado Não sabe o que alcançou.

E a tudo isto a morte Risca por não estar certo No caderno da sorte Que Deus deixou aberto.