Portuguese poem
Ah, toca suavemente
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Ah, toca suavemente Como a quem vai chorar Qualquer canção tecida De artifício e de luar — Nada que faça lembrar A vida.
Prelúdio de cortesias, Ou sorriso que passou... Jardim longínquo e frio... E na alma de quem o achou Só o eco absurdo do voo Vazio.