Portuguese poem
_Ao Sr. Mario De Sá-Carneiro._
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Ha pouco quando bordava Picou-me a ponta dos dedos A agulha com que bordava...
E a seda toda de branca, Branca da côr dos meus dedos, Essa seda que era branca Ficou com papoulas rubras...
Que o sangue das minhas veias Já creou papoulas rubras...
Mas tão sós e tão alheias!
Junho, 1915.