Versos Portuguese Fernando Pessoa Cai amplo o frio e eu durmo na tardança

Portuguese poem

Cai amplo o frio e eu durmo na tardança

by (1888–1935)

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Cai amplo o frio e eu durmo na tardança De adormecer. Sou, sem lar, nem conforto, nem esperança, Nem desejo de os ter.

E um choro por meu ser me inunda A imaginação. Saudade vaga, anónima, profunda, Náusea da indecisão.

Frio do Inverno duro, não te tira Agasalho ou amor. Dentro em meus ossos teu tremor delira. Cessa, seja eu quem for!