Portuguese poem
Há um grande som no arvoredo
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Há um grande som no arvoredo. Parece um mar que há lá em cima. É o vento, e o vento faz um medo... Não sei se um coração me estima...
Sozinho sob os astros certos Meu coração não sai da vida... Ó vastos céus, iguais e abertos, Que é esta alma indefinida?