Portuguese poem
João o Segundo
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Braços cruzados, fita além do mar. Parece em promontorio uma alta serra — O limite da terra a dominar O mar que possa haver além da terra.
Seu formidavel vulto solitario Enche de estar presente o mar e o céu, E parece temer o mundo vario Que elle abra os braços e lhe rasgue o véu.