Portuguese poem
Pedro Regente de Portugal
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Claro em pensar, e claro no sentir, E claro no querer; Indifferente ao que ha em conseguir Que seja só obter; Duplice dono, sem me dividir, De dever e de ser —
Não me podia a Sorte dar guarida Por eu não ser dos seus. Assim vivi, assim morri, a vida. Calmo sob mudos céus, Fiel à palavra dada e à idéa tida. Tudo mais é com Deus!