Portuguese poem
A Flôr Do Sonho
A Flôr do Sonho alvissima, divina Miraculosamente abriu em mim, Como se uma magnolia de setim Fosse florir num muro todo em ruina.
Pende em meio seio a haste branda e fina E não posso entender como é que, emfim, Essa tão rara flôr abriu assim!... Milagre... fantasia... ou talvez, sina...
Ó Flôr que em mim nascêste sem abrolhos, Que tem que sejam tristes os meus olhos Se eles são tristes pelo amôr de ti?!...
Desde que em mim nascêste em noite calma, Voou ao longe a aza da minh'alma E nunca, nunca mais eu me entendi...
*Noite de Saudade*