Portuguese poem
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Se as tuas mãos divinas folhearem As páginas de luto uma por uma Deste meu livro humilde; se poisarem Esses teus claros olhos como espuma
Nos meus versos d'amor, se docemente Tua boca os beijar, lendo-os, um dia; Se o teu sorrir pairar suavemente Nessas palavras minhas d'agonia,
Repara e vê! Sob essas mãos benditas, Sob esses olhos teus, sob essa boca, Hão de pairar carícias infinitas!
Eu atirei minh'alma como um rito Às trevas desse livro, assim, ó louca! A noite atira sóis ao infinito