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Portuguese poem

Loucura

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Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada Pavorosa! Não sei onde era dantes. Meu solar, meus palácios, meus mirantes! Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...

Passa em tropel febril a cavalgada Das paixões e loucuras triunfantes! Rasgam-se as sêdas, quebram-se os diamantes! Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...

Pesadelos de insónia, ébrios de anseio! Loucura a esboçar-se, a ennegrecer Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sòzinha! Ó pavoroso e atroz mal de trazer Tantas almas a rir dentro da minha!