Portuguese poem
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a scismar em outras éras Em que ri e cantei, em que era qu'rida, Parece-me que foi noutras esféras, Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste bôca dolorida Que dantes tinha o rir das primavéras, Esbate as linhas graves e severas E cae num abandôno de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago... Toma a brandura plácida dum lago O meu rôsto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguem as vê brotar dentro da alma! Ninguem as vê cair dentro de mim!
*Torre de névoa*