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Portuguese poem

Junquilhos

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Nessa tarde mimosa de saudade Em que eu te vi partir, ó meu amor, Levaste-me a minh'alma apaixonada Nas olhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita, Que é a minha, por ti palpita amante! Oh alma doce, pequenina e branca, Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste, Recorda ao meu amor, com teu perfume A paixão que deixou e qu'inda existe...

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde, Que venha aquecer-se ao brando lume Dos meus olhos que morrem de saudade!