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Portuguese poem

Interrogação

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Neste tormento inútil, neste empenho De tornar em silêncio o que em mim canta, Sobem-me roucos brados à garganta Num clamor de loucura que contenho.

Ó alma da charneca sacrosanta, Irmã da alma rútila que eu tenho, Dize para onde vou, donde é que venho Nesta dor que me exalta e me alevanta!

Visões de mundos novos, de infinitos, Cadências de soluços e de gritos, Fogueira a esbrasear que me consome!

Dize que mão é esta que me arrasta? Nódoa de sangue que palpita e alastra... Dize de que é que eu tenho sêde e fome?!