Portuguese poem
Horas Rubras
Horas profundas, lentas e caladas Feitas de beijos sensuais e ardentes, De noites de volupia, noites quentes Onde ha risos de virgens desmaiadas...
Oiço as olaias rindo desgrenhadas... Tombam astros em fogo, astros dementes, E do luar os beijos languescentes São pedaços de prata p'las estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos... Os meus braços são leves como afagos, Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve branca e misteriosa... E sou, talvez, na noite voluptuosa, Ó meu Poeta, o beijo que procuras!