Portuguese poem
Amar, em relação à mulher
by Francisco Muniz Barreto (1804–1868)
Amar — é um fingir a cada instante, Um dizer — sim ou não — de hora em hora; E’ cantar de sereia, que namora, Attrahe e perde o infeliz viajante:
Amar — é para o misero aspirante Ter por dentro uma cousa, outra por fóra; E’ no balcão, onde a perfídia móra, Pedra falsa impingir por diamante:
Amar — é de Cupido no mercado, A ver qual é melhor, ter mais de um socio, E dar — o que não presta por quebrado;
Amar — é um synonimo de ócio; E’ paia o casamento um laço armado; Um ramo, como outros, de negocio.