Versos Portuguese Gonçalves Crespo Xxiii

Portuguese poem

Xxiii

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Batido do torvelinho O bosque palpita ao açoite Do vento outomnal; é noite. Monto a cavallo e metto-me a caminho.

E este inquieto pensamento, E esta phantasia errante Levaram-me nesse instante Ao teu virgineo e candido aposento.

Os cães ladram; nas sonoras Escadas assoma gente, E eu no marmore luzente Faço tinir as rútilas esporas.

No teu quarto da baunilha Vôam cálidos arômas; Tu dormes, soltas as cômas, E eu nos teus braços cáio, minha filha!

Soluça o vento magoado: Diz um carvalho altaneiro: «Cavalleiro, cavalleiro, «Suspende o teu sonhar allucinado!»