Portuguese poem
Xv
by Guilherme Avelino Chave de Azevedo
Boas noites coveiro: a tua enxada Não cessa ha tanto tempo de cavar?! Cavalleiro da morte, ó fronte desolada Não sentes a mão tremula e cançada De tanto trabalhar!
Tu esperas hoje as legiões sombrias De mortos, que eu supponho ao longe ver? Os felizes caídos nas orgias E os tristes que além todos os dias O gelo vem colher?!
Que immensa valla aberta! são medonhos Os risos d'essa boca infame, alvar!... Descansa dos teus dias enfadonhos! --Eu cavo a sepultura dos teus sonhos Não posso descançar!