Portuguese poem
Quarto
by Heinrich Heine (1797–1856)
Floresta afóra, alem no encontro das estradas, Suicidas sem descanço, Agitam-se no horror das covas profanadas. Perto, uma flôr azul desabrocha de manso: Dão-lhe o nome de flôr das almas condemnadas.
Certa vez, eu lá fui. A noite estava fria; O espaço mudo estava. Á beira de uma cova a flôr azul tremia. E entre nuvens de crepe, a lua, que passava, Derramava-lhe em torno a sua luz sombria.