Portuguese poem
Segundo
by Heinrich Heine (1797–1856)
Meus cantos, cujo threno Minh’alma escuta, amargurada e triste, São repassados de lethal veneno: De outra fórma não póde ser, querida, Porque tu espargiste Sobre a modesta flôr da minha vida O orvalho do veneno.
Meus cantos, cujo threno Qualquer sorriso em lagrimas transfórma, São repassados de lethal veneno; Não póde ser, emtanto, de outra fórma,
Porque, em meio das cousas mais singelas Que tenho n’alma, agitam-se, frementes, Implacaveis serpentes... E tu, formosa amante, és uma dellas!