Portuguese poem
Xv
by João de Deus
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Não sei o que ha de vago, Incoercivel, puro, No vôo em que divago Á tua busca, amor! No vôo em que procuro O balsamo, o aroma, Que, se uma fórma toma, É de impalpavel flôr!
Oh como te eu aspiro Na ventania agreste! Oh como te eu admiro Nas solidões do mar! Quando o azul celeste Descança n'essas agoas Bem como n'estas magoas Descança o teu olhar!
Que placida harmonia Então a pouco e pouco Me eleva a fantasia A novas regiões! Dando-me ao uivo rouco Do mar, n'essas cavernas, O timbre das mais ternas E pias orações!
Parece todo o mundo Só um immenso templo! O mar já não tem fundo E não tem fundo o céo! E, em tudo, o que contemplo, O que diviso em tudo, És tu!... esse olhar mudo!... O mundo... és tu... e eu!...