Portuguese poem
É agora! Aperta a rosca
by João Simões Lopes Neto (1865–1916)
É agora! Aperta a rosca Senão, vae-se tudo embora: Esse é bom — não é — pra fora É agora, aperta a rosca! No fim se verá quem chora: Que ninguém espante a mosca! É agora! Aperta a rosca, Senão, vae-se tudo embora!...
Cansei meus cavalos todos, Esbodeguei o meu carro, Por andar sempre no barro, Cansei meus cavalos todos; Fumando sempre um cigarro, Arranjo a cousa com modos; Cansei meus cavalos todos, Esbodeguei o meu carro...
De calça branca, perna tesa, À alta escola — cabalando, Fui e vim — sempre arranjando De calça branca, perna tesa... É a hora — vão votando, Enquanto sopro uma reza... De calça branca, perna tesa, A alta escola cabalando...