Portuguese poem
Ou morrem os sabiás
by João Simões Lopes Neto (1865–1916)
Ou morrem os sabiás Ou racha-se a Companhia! Isto de gaz... assobia... Ou morrem os sabiás E o tico-tico não pia Ou cessa o cano do gaz: Ou morrem os sabiás Ou racha-se a Companhia.
A mina dos Ratos — forte, Fornece carvão barato: Portanto — quem paga o pato? A mina dos Ratos — forte, Quem tem pedra no sapato, Sem sentir nos juros corte, A mina dos Ratos — forte, Fornece carvão barato...
A. T., fornece-me os gatos Do teu saco milagroso Quero um gato bem fogoso, A. T., fornece-me os gatos! Que o gato seja brioso, Ou foge à mina dos Ratos A. T., fornecem-me os gatos Do teu saco milagroso.
Pr’os passarinhos e ratos, Os teus gatos servirão: Haja dente, haja arranhão, Pr’os passarinhos e ratos De tudo a tomar fartão, Ainda ficam baratos: Pr’os passarinhos e ratos, Os teus gatos servirão...
Quebre-se a lei das posturas: Rebente o foguete e a bomba! Por essa idéia de arromba, Quebre-se a lei das posturas. Co’a COCULINA — não zomba, O papafigo em tremuras... Quebre-se a lei das posturas, Rebente o foguete e a bomba!...