Portuguese poem
Ii
by Joaquim de Araújo (1858–1917)
A Patria! a Patria! dá rebate e chama, Chama por todos nós. Ha uma corrente electrica que inflamma Os netos e os avós!
Irrompe a multidão a afiar a espada Do combate leal, No pedestal da Estatua immaculada No eterno pedestal,
E vae cobrir de lucto a grande Imagem Do heroico luctador, Como um protesto contra a villanagem Do estrangeiro rancor!
Mas a Estatua que fora innacessivel Ás grandes ovações, Num delirio de pompa indescriptivel, A estatua de Camões
Animou-se um momento e pela face O pranto lhe rolou, Como astro de esperança, que raiasse... E á espada a mão levou!
Esta ODE foi expressamente composta e recitada pelo autor no sarau da Sociedade Nacional Camoniana, realisado no theatro Gil-Vicente do Palacio de Crystal, aos 10 de junho de 1891, sob a presidencia do ex.^mo sr. conde de Samodães, secretarios os ex.^mos srs. Tito de Noronha e Almeida Outeiro.