Portuguese poem
Está o lascivo e doce passarinho
Está o lascivo e doce passarinho Com o biquinho as pennas ordenando; O verso sem medida, alegre e brando, Despedindo no rustico raminho.
O cruel caçador, que do caminho Se vem callado e manso desviando, Com prompta vista a setta endireitando, Lhe dá no Estygio Lago eterno ninho.
Desta arte o coração, que livre andava, (Postoque ja de longe destinado) Onde menos temia, foi ferido.
Porque o frecheiro cego me esperava, Para que me tomasse descuidado, Em vossos claros olhos escondido.