Portuguese poem
Vossos olhos, Senhora, que competem
Vossos olhos, Senhora, que competem Com o sol em belleza e claridade, Enchem os meus de tal suavidade, Que em lagrimas de vê-los se derretem.
Meus sentidos prostrados se submetem Assi cegos a tanta magestade; E da triste prisão, da escuridade, Cheios de medo, por fugir, remetem.
Porém se então me vêdes por acêrto, Esse aspero desprêzo com que olhais Me torna a animar a alma enfraquecida.
Oh gentil cura! Oh estranho desconcêrto! Que dareis co'hum favor que vós não dais, Quando com hum desprêzo me dais vida?