Portuguese poem
Lxxiii
Chamas em vão as musas; deslembradas, Á tua voz os seus ouvidos cerram; E nas paginas virgens, preparadas, Pobre poeta, em vão teus olhos erram; Nega-se a inspiração; nas despregadas Cordas da velha lyra, os sons que encerram Inertes dormem; teus cansados dedos Correm debalde; esquecem-lhe os segredos.