Portuguese poem
Xv
Um familiar lhe corta O adeus ultimo: «Vamos: é já tempo!» Resignado o infeliz, ao seio aperta A filha, e todo o coração n'um beijo Lhe transmitiu, e a caminhar começa. Angela os lindos braços sobre os hombros Trava do austero pae; flôres dissereis De parasita, que enroscou seus ramos Pelo cançado tronco, esteril, secco De arvore antiga: «Nunca! Hão de primeiro A alma arrancar-me! Ou se heis peccado, e a morte Pena hade ser da commettida culpa, Convosco descerei á campa fria, Juntos a mergulhar na eternidade. Israel tem vertido Um mar de sangue. Embora! á tona delle Verdeja a nossa fé, a fé que anima O eleito povo, flôr suave e bella Que o medo não desfolha, nem já secca Ao vento mau da colera dos homens!»