Versos Portuguese Machado de Assis Xviii

Portuguese poem

Xviii

by

Listen in the reader

O rebelde ancião, domado emtanto, Afracar-se-lhe sente dentro d'alma O sentimento velho que bebera Com o leite dos seus; e sem que o labio Transmitta a ouvidos de homem O duvidar do coração, murmura Dentro de si: «Tão poderosa é essa Ingenua fé, que inda negando o nome Do seu Deus, confiada acceita a morte, E guarda puro o sentimento interno Com que o véu rasgará da eternidade? Ó Nazareno, ó filho do mysterio, Se é tua lei a unica da vida Escreve-m'a no peito; e dá que eu veja Morrer commigo a filha de meus olhos E unidos irmos, pela porta immensa Do teu perdão, á eternidade tua!»