Versos Portuguese Machado de Assis Xvii

Portuguese poem

Xvii

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Nuno, enfim, lentamente e a custo arranca Do coração estas palavras: «Fôra Misericordia ao menos confessal-o Quando ao fogo do barbaro inimigo Me era facil deixar o derradeiro Sopro da vida. Premio é este acaso De tamanho lidar? Que mal te hei feito, Por que me dês tão barbara e medonha Morte, como esta, em que o cadaver guarda Inteiro o pensamento, inteiro o aspecto Da vida que fugiu?» Angela os olhos Magoados ergue; arfa-lhe o peito afflicto, Como o dorso da vaga que intumesce A asa da tempestade. «Adeus!» suspira, E a fronte abriga no paterno seio.