Portuguese poem
Na Tebaida
by Olavo Bilac (1865–1918)
Chegas, com os olhos úmidos, tremente A voz, os seios nus, - como a rainha Que ao ermo frio da Tebaida vinha Trazer a tentação do amor ardente.
Luto: porém teu corpo se avizinha Do meu, e o enlaça como uma serpente... Fujo: porém a boca prendes, quente, Cheia de beijos, palpitante, à minha...
Beija mais, que o teu beijo me incendeia! Aperta os braços mais! que eu tenha a morte, Preso nos laços de prisão tão doce!
Aperta os braços mais, - frágil cadeia Que tanta força tem não sendo forte, E prende mais que se de ferro fosse!