Versos Portuguese Paulino António Cabral A manhã fresca está, sereno o vento

Portuguese poem

A manhã fresca está, sereno o vento

by (1719–1789)

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A Manhã fresca está, sereno o vento, O monte verde, o rio transparente, O bosque ameno; e o prado florescente Fragâncias exalando cento a cento.

O Peixe, a Ave, o Bruto, o branco Armento, Tudo se alegra; e até sair a gente Dos rústicos casais se vê contente, E discorrer com vário movimento.

Este cava, outro ceifa e aquele o gado Traz no campo a pastar de posto em posto; Outro pega na fouce, outro no arado.

Tudo alegre se mostra: e só disposto Tem contra mim o indispensável fado, Que em nada encontre alívio, em nada gosto.