Portuguese poem
Sempre o Brasil
by Pedro I do Brasil (1798–1834)
Nunca noite dormi tão sossegado, Quem nem mesmo sonhei com o meu Brasil, Porém, vendo infinito mar d'anil, Lembra-me a aurora dele nacarada.
Cada dia que passa não é nada, E os que faltam parecem mais de mil. Se o tempo que lá vivo é um ceitil, Aqui é para mim grande massada.
E a doença porém me consentir, Sempre pensando nele, cuidarei De tornar-me mais digno de o servir,
E, quando possa, logo voltarei; Pois na terra só quero eu existir Quando é para bem dele que eu o sei.