Portuguese poem
Cante a guerra quem fôr arrenegado
by Pedro José Constâncio (1781–1818)
Cante a guerra quem for arrenegado, Que eu nem palavra gastarei com ele; Minha Musa será sem par canela Co'um felpudo coninho abraseado:
Aqui descreverei com arreitado N'um mar de bimbas navegando à vela, Cheguei, propício o vento, à doce, àquela Enseada d'Amor, rei coroado:
Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas, E o aturado fungar de dois amantes :
Estas glórias serão na fama eternas; Às minhas cinzas me farão descantes Fêmeos vindouros, alargando as pernas.