Portuguese poem
Pela escadinha de um courão subindo
by Pedro José Constâncio (1781–1818)
Pela escadinha de um courão subindo Parei na sala onde não entra o pejo; Chinelo aqui e ali suado vejo, E o fato de cordel pendente, rindo;
Quando em miséria tanta refletindo Estava, me apareceu ninfa do Tejo, Roendo um fatacaz de pão com queijo, E para mim num ai vem rebolindo:
Dá-me um grito a razão: ela "Eia, fujamos, Minha infeliz, já deste inferno... Mas tu respingas? Tenho dito, vamos..."
Eis a coisa assim diz: — "Com ódio eterno Eu, e os sócios coelhos em ti mijamos; Para baixo do bingo só governo".