Versos Portuguese Qorpo Santo Eu Sou a Vida; Eu Não Sou a Morte

Portuguese poem

Eu Sou a Vida; Eu Não Sou a Morte

by (1829–1883)

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Se não tiveres cuidado, Algum Cão danado Te há de matar; Te há d'estraçalhar!

Eu sou vida; Eu não sou morte! E esta minha sorte; É esta minha lida!

Ind'assim, toma sentido! Vê que é tudo fingido; Não creias algum louvor: Sabei: - Te trará dor!

Se desrespeitará A vida minha? A desse, asinha, - Ao ar voará!

Não te fies, meu Lindinho, Dos que te fazem carinho, Crê que te devoram Os lobos; e não coram!

Sabei, ó Lindinha: Os que me maltratam A si se matam: Tu ouve; Anjinha!?