Versos Portuguese Raimundo Correia O Monge

Portuguese poem

O Monge

by (1859–1911)

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—"O coração da infância", eu lhe dizia, "É manso." E ele me disse:—"Essas estradas, Quando, novo Eliseu, as percorria, As crianças lançavam-me pedradas..."

Falei-lhe então na glória e na alegria; E ele—alvas barbas longas derramadas No burel negro—o olhar somente erguia Às cérulas regiões ilimitadas...

Quando eu, porém, falei no amor, um riso Súbito as faces do impassível monge Iluminou... Era o vislumbre incerto,

Era a luz de um crepúsculo indeciso Entre os clarões de um sol que já vai longe E as sombras de uma noite que vem perto!...