Versos Portuguese Raimundo Correia Vulnus

Portuguese poem

Vulnus

by (1859–1911)

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Com bons olhos, quem ama, em torno tudo vê! Folga, estremece, ri, sonha, respira e crê; A crença doira e azula o círculo que o cinge; Da volúpia do bem o grau supremo atinge!

Eu também atingi esse supremo grau: Também fui bom e amei, e hoje odeio e sou mau! E as culpadas sois vós, visões encantadoras, Virgínias desleais, desleais Eleonoras!

Minha alma juvenil, ígnea, meridional, Num longo sorvo hauriu o pérfido e letal Filtro do vosso escuro e perigoso encanto!

A vossos pés rasguei tantos castelos! Tanto Sonho se esperdiçou! Tanta luz se perdeu!... Amei: nem uma só de vós me compreendeu!