Versos Portuguese Ricardo Reis Quero ignorado, e calmo

Portuguese poem

Quero ignorado, e calmo

by (1888–1935)

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Quero ignorado, e calmo Por ignorado, e próprio Por calmo, encher meus dias De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca O ouro irrita a pele. Aos que a fama bafeja Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade É sol, virá a noite. Mas ao que nada 'spera Tudo que vem é grato.