Portuguese poem
Senhor Mestre Alfaiate, este calção
by Sapateiro Silva (1790–1850)
Senhor Mestre Alfaiate, este calção Está como os sapatos, que eu lhe fiz? De que serve o dedal, tesoura e giz, Se não sabe pagar-lhe com a mão?
Você não é alfaiate, é remendão, Eu bem podia crer o que se diz; Porém como por asno nunca quis, Justo é sinta o mal sem remissão.
Já outro que ali mora junto à Sé Bem conhecido, Antônio Marroquim, Me deitou a perder um guarda-pé.
Se eu daqui a dez anos, para mim, Não fizer um calção de sufulié, Não me chamem jamais Mestre Joaquim.