Portuguese poem
Iv
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Alta a lua vai no ceo, E as sombras leves e raras Não impedem ás florinhas, Não tolhem ás aguas claras De brilhar co’a luz nocturna, Menos resplendente e fúlgida, Porêm mais suave e placida, Mais amavel que a diurna. Manso o vento, que murmura Entre as folhas brandamente, Convida suavemente A respirar, a bebê-la, Essa fresca viração, Das flores exhalação, Tam doce como o bafejo De dous amantes queridos Quando por amor unidos Se dão mútuo e doce bejo.