Portuguese poem
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EM PAZ...
E tu, ó meu bom amigo Das agras lides do estudo, Foste em busca de outro abrigo --Para ti findou-se tudo!
Finda-se tudo no mundo Prás almas santas, louçãs, Que ao Misterio azul, profundo, Vão pedir outras manhãs...
Fugiste da noite escura Prá célica luz viváz! Descança na sepultura, Amigo, descança em paz.
Olha as folhas a caír Dos carvalhos desoládos: Vái a Natúra dormir Sob os gêlos branqueados...
Pelas noites de inverneira Has-de ouvir, na terra fria, Os mugidos de agonía, Que soluça a ventanêira...
E em noites de serenáda. As humânas ilusões Hão-de cantar á toada Dos bandolins e violões...
Como leite a flutuar No sôno doce das coisas, Cairá brando o luar Sobre a tristêza das loisas...
Ouvirás ao longe o brado Das serranílhas cantadas No luar de algum eirádo, Ao chorar das guitarrádas...
É o sônho da vida airáda, O brando sônho fugaz... Mas tu, ó meu camaráda, Deixa-os lá...--Descança em paz!