Versos Portuguese Acúrcio Correia da Silva Os Rebeládos

Portuguese poem

Os Rebeládos

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Quedái-vos. Escutái... Eu oiço (ao certo!) Rugídos formidaveis, Quáis se o Inferno se abrisse aqui perto E vomitasse do bocal aberto O brádo dos tormentos infindáveis...

Já sei, já sei...--É a estrânha turba-multa Dos homens revoltados, Que salta, brâme, despedaça, insulta, Como uma formidavel catapulta Feita de homens bravios, desvairados...

São revolucionarios contorcidos Em grossos turbilhões, De olhos raivósos, trágicos, ardidos, Agitando no ar balsões erguidos Ao sol sangrento das rebeliões.

Filhos do odio, filhos da desgraça, Não têm amor nem esperança! Esguedelhados, negros, pela praça, Rangendo os dentes, gritam a quem passa: --Vingança, só vingança, só vingança!

Deixa-los trovejar pelos outeiros... Oh! Deus lhes mande a paz!

Subamos mais acima, ó companheiros... (Outôno...--Olhái que lindo tempo faz...)