Portuguese poem
IV (Tu, Anjo do Senhor, que…)
by Alexandre Herculano (1810–1877)
Tu, Anjo do Senhor, que accendes o estro; Que no espaço entre o abysmo e os ceus vagueas, D'onde mergulhas no oceano a vista; Tu que do trovador na mente arrojas Quanto ha nos ceus esperançoso e bello, Quanto ha no inferno tenebroso e triste, Quanto ha nos mares magestoso e vago, Hoje te invoco!—oh vem!—lança em minha alma A harmonia celeste e o fogo e o genio, Que dêm vida e vigor a um carme pio.