Portuguese poem
O Soldado — II (Eu já ouvi, de noite)
by Alexandre Herculano (1810–1877)
Eu já ouvi, de noite, No pinheiral fechado, Um fremito soturno Passando o vento irado:
Assim o murmurio Do mar, fervendo á prôa, Com o gemer do afflicto, Sumido, accorde soa:
E o scintillar das aguas Gera amargura e dôr, Qual lampada, que pende No templo do Senhor,
Lá pela madrugada, Se o oleo lhe escacêa, E a espaços expirando, Affrouxa e bruxulêa.