Portuguese poem
A um amigo
Fiel ao costume antigo, Trago ao meu jovem amigo Versos próprios deste dia. E que de os ver tão singelos, Tão simples como eu, não ria: Qualquer os fará mais belos, Ninguém tão d'alma os faria.
Que sobre a flor de seus anos Soprem tarde os desenganos; Que em torno os bafeje amor, Amor da esposa querida, Prolongando a doce vida Fruto que suceda à flor.
Recebe este voto, amigo, Que eu, fiel ao uso antigo, Quis trazer-te neste dia Em poucos versos singelos. Qualquer os fará mais belos, Ninguém tão d'alma os faria.