Portuguese poem
Ai, Helena!
Ai, Helena! De amante e de esposo Já o nome te faz suspirar, Já tua alma singela pressente Esse fogo de amor delicioso Que primeiro nos faz palpitar!... Oh! Não vás, donzelinha inocente, Não te vás a esse engano entregar: É amor que te ilude e te mente, É amor que te há de matar!
Quando o Sol nestes montes desertos Deixa a luz derradeira apagar, Com as trevas da noite que espanta Vêm os anjos do Inferno encobertos A sua vítima incauta afagar. Doce é a voz que adormece e quebranta, Mas a mão do traidor... faz gelar. Treme, foge do amor que te encanta, É amor que te há de matar.