Versos Portuguese Alphonsus de Guimaraens Mãos que os lírios invejam, mãos eleitas

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Mãos que os lírios invejam, mãos eleitas

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Mãos que os lírios invejam, mãos eleitas, Para aliviar de Cristo os sofrimentos, Cujas veias azuis parecem feitas Da mesma essência astral dos olhos bentos:

Mãos de sonho e de crença, mãos afeitas A guiar do moribundo os passos lentos, E em séculos de fé, rosas desfeitas, Em hinos sobre as torres dos conventos:

Mãos a bordar o santo Escapulário, Que revelastes para quem padece O inefável consolo do Rosário:

Mãos ungidas no sangue da Coroa, Deixai tombar sobre a minha Alma em prece A bênção que redime e que perdoa!