Portuguese poem
Ninguém anda com Deus mais do que eu ando
Ninguém anda com Deus mais do que eu ando, Ninguém segue os seus passos como sigo. Não bendigo a ninguém, e nem maldigo: Tudo é morto num peito miserando.
Vejo o sol, vejo a lua e todo o bando Das estrelas no olímpico jazigo. A misteriosa mão de Deus o trigo Que ela plantou aos poucos vai ceifando.
E vão-se as horas em completa calma. Um dia (já vem longe ou já vem perto?) Tudo que sofro e que sofri se acalma.
Ah se chegasse em breve o dia incerto! Far-se-á luz dentro em mim, pois a minh’alma Será trigo de Deus no céu aberto...