Versos Portuguese Alphonsus de Guimaraens Olhos sublimes, onde os Anjos cantam salmos

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Olhos sublimes, onde os Anjos cantam salmos

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Olhos sublimes, onde os Anjos cantam salmos Longe do resplendor das paixões transitórias: E vós, conchas do Amor de Deus, ouvidos almos, Que nada ouvistes a não ser hinos e glórias:

Lábios em oração, dolentemente calmos, Que repetistes sempre as Sagradas Memórias: Vós, brancas mãos, que já tínheis medido os palmos

Da cova incerta, vós, brancas mãos incorpóreas: Pés doloridos, pés de arminho, acostumados A caminhar por sobre o chão dos cemitérios E de pisar no mundo impuro fatigados:

Lábios pungentes, mãos e pés, olhos e ouvidos, Quietos e frios para sempre entre mistérios, Por toda a eternidade eternamente ungidos!